INFLUÊNCIA DO FÓSFORO INORGÂNICO E VALOR DE PH NA REMOÇÃO DE FORMULAÇÃO À BASE DE GLIFOSATO EM AMBIENTE AQUOSO POR ADSORÇÃO

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Renata Medici Frayne Cuba
Débora Cristina Aguiar Chaves Paiva
Túlio Salatiel Cintra
Francisco Javier Cuba Terán

Resumo

A degradação dos recursos hídricos provocada pelas atividades antrópicas tem alterado as características físico-químicas de águas superficiais, o que, por sua vez, interfere na mobilidade de compostos capazes de se fixarem em sedimentos. Dessa forma, o presente trabalho avaliou a influência da concentração de fósforo e
do valor de potencial hidrogeniônico (pH) na cinética e na capacidade de adsorção do glifosato (solução comercial) em argila expandida, utilizando sistema constituído de coluna de leito fixo operado em regime hidrodinâmico fechado com circulação contínua do adsorbato. Utilizou-se o modelo de planejamento experimental para três concentrações de fósforo, 0,8, 8 e 16 mg L-1 e três valores de pH, 4, 7 e 10, totalizando nove ensaios. Verificou-se que o aumento do pH e da concentração de fósforo levou à diminuição na velocidade de adsorção, enquanto o mecanismo cinético foi afetado somente pela concentração de fósforo, prevalecendo o mecanismo de pseudossegunda ordem nas concentrações de 0,8 e de 8 mg L-1 e
o intrapartícula para a maior concentração. A capacidade de adsorção foi afetada por ambos os parâmetros. A cada aumento de 0,16 no valor de pH e 0,22 mg L-1 na concentração de fósforo, a massa adsorvida de glifosato diminuiu em 0,000385 mg g-1 e 0,000205 mg g-1, respectivamente. Dessa forma, concluiu-se que o aumento do pH e da concentração de fósforo diminuiu tanto a capacidade quanto a velocidade
de adsorção do glifosato (formulação comercial), enquanto o mecanismo cinético somente foi alterado para a concentração de fósforo de 16 mgL-1.

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Como Citar
Cuba, R., Paiva, D. C., Cintra, T., & Terán, F. J. (2020). INFLUÊNCIA DO FÓSFORO INORGÂNICO E VALOR DE PH NA REMOÇÃO DE FORMULAÇÃO À BASE DE GLIFOSATO EM AMBIENTE AQUOSO POR ADSORÇÃO. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Online), 55(1), 48-60. https://doi.org/10.5327/Z2176-947820200557
Seção
Artigos
Biografia do Autor

Renata Medici Frayne Cuba, Universidade Federal de Goiás

Bacharel em Química pelo Instituto de Química de São Carlos (IQSC) da Universidade de São Paulo (USP). Mestre e Dra. em Hidrúlica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da Universiade de São Paulo (USP) ;  Professora Adjunta da Escola de Engenharia Civil e Ambiental, (EECA) e do  Programa de Pós-Graduação em Engenharia Ambiental e Sanitária (PPGEAS) da Universidade Federal de Goiás (UFG)

Débora Cristina Aguiar Chaves Paiva, Universidade Federal de Goiás

Mestre em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal de Goiás (UFG); Especialista em Planejamento e Gestão Ambiental pela Universidade Federal de Goiás (UFG); Tecnóloga em Saneamento Ambiental pelo Instituto Federal de Goiás (IFG)

Túlio Salatiel Cintra, Universidade Federal de Goiás

Mestre em Engenharia de Recuros Hídricos e Ambiental pela Universidade Federal do Paraná (UFPR); Graduado em Engenharia Ambiental e Sanitária pela Universidade Federal de Goiás (UFG)

Francisco Javier Cuba Terán, Universidade Federal de Goiás

Engenheiro Civil; Mestre e Doutor em Hidráulica e Saneamento pela Universidade de São Paulo; Professor Adjunto da Escola de Engenharia Civil e Ambiental, (EECA) da Universidade Federal de Goiás (UFG)