Estudos sobre bioindicadores vegetais e poluição atmosférica por meio de revisão sistemática da literatura

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Regina Maria Alves Carneiro
Angela Maria Magosso Takayanagui

Resumo

O uso de biomonitoramento vem sendo cada vez mais considerado como método
complementar na análise de poluentes urbano-industriais. Este trabalho teve por objetivo
identificar espécies vegetais (vasculares, musgos e líquens) utilizadas como
bioindicadores e associadas a poluentes atmosféricos, em estudos experimentais e
observacionais por meio de revisão sistemática de literatura. De um total de 4775
trabalhos pré-selecionados, foram analisados 507 estudos por aplicação de dois testes
de relevância, resultando na inclusão de 265 trabalhos científicos sobre o tema estudado.
Os resultados revelaram a utilização de 224 espécies vegetais como bioindicadores de
processos de poluição atmosférica, sendo: 147 pertencentes à divisão angiosperma; 22 à
divisão coniferófita; 30 a liquens; e, 25 a musgos. Os estudos selecionados eram
relacionados ao monitoramento dos seguintes poluentes atmosféricos: metais pesados,
ozônio, material particulado, dióxido de enxofre, óxidos de nitrogênio, monóxido de
carbono, fluoretos, compostos orgânicos voláteis e hidrocarbonetos. Foi possível constatar
nesses estudos, o uso de algumas espécies vegetais em processos de avaliação da
qualidade do ar em várias partes do mundo, indicando a potencial utilização do
biomonitoramento vegetal como um novo instrumento de monitoramento e controle da
qualidade do ar, em espaços urbanos.

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Como Citar
Carneiro, R., & Takayanagui, A. (2009). Estudos sobre bioindicadores vegetais e poluição atmosférica por meio de revisão sistemática da literatura. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Online), (13), 26-44. Recuperado de http://rbciamb.com.br/index.php/Publicacoes_RBCIAMB/article/view/406
Seção
Artigos