Governança para o desenvolvimento territorial sustentável

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Oklinger Mantovaneli Jr.
Carlos Alberto Cioce Sampaio

Resumo

Abordar o desenvolvimento numa perspectiva ecocêntrica permanece um dos grandes desafios do
século XXI. Tornar a dimensão técnica da vida humana, algo que não seja um fim em si perfaz um
dilema ético que vem nos determinando e que se expressa em parte significativa da agenda acadêmica
e administrativa sobre governança pública e sustentabilidade. A proeminência do funcionalismo
tecnicista racionalmente justificado ainda é constatada, mesmo quando o propósito maior é a boa
governança no complexo contexto da superação dos parâmetros incapazes de sustentar a vida no
planeta. Assim vamos discutindo a democracia e a eficiência na alocação de recursos. Assim
democrática e eficientemente tornamos nossa existência um desafio planetário. Neste artigo as ideias
de sustentabilidade política e administrativa são tomadas como referenciais que determinam os
processos de pactuação em favor das escolhas que redundam em políticas, deliberadas ou
emergentes, impactantes na vida associada, que determinam o que denominamos por
desenvolvimento. Toma-se como hipótese o fato de que as escolhas políticas determinam este e
devem ser consideradas como instâncias políticas e administrativas que o promovem cuja
sustentabilidade pode também ser observada. A rigor a sustentabilidade do desenvolvimento formase
também a partir dos processos de agendamento e suas arenas. Conclui-se que, diferenciar
sustentação e sustentabilidade por princípios ecocêntricos é a um raciocínio ainda incipiente nas
"ciências administrativas".

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Como Citar
Mantovaneli Jr., O., & Sampaio, C. (2010). Governança para o desenvolvimento territorial sustentável. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Online), (18), 77-88. Recuperado de http://rbciamb.com.br/index.php/Publicacoes_RBCIAMB/article/view/372
Seção
Artigos