Definição de indicadores de conservação de corpos de água para avaliação da sustentabilidade de fazendas pantaneiras

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Debora Fernandes Calheiros
Márcia Divina de Oliveira
Márcia Toffani Simão Soares
Helano Povoas de Lima
Sandra Aparecida Santos

Resumo

A definição de indicadores de sustentabilidade constitui importante ferramenta para avaliar conservação ambiental e facilitar a tomada de decisão. As pressões econômicas para aumento da produtividade dos sistemas de produção de gado de corte no Pantanal tem aumentado e levado à adoção de formas de manejo inapropriadas para a região. O objetivo deste trabalho foi definir indicadores de conservação de ambientes aquáticos para fazendas do Pantanal e os critérios para sua avaliação, como parte de um índice de sustentabilidade mais amplo. O Índice de Conservação de Corpos de Água Naturais (ICA), aqui proposto preliminarmente, é composto por cinco indicadores previamente validados por especialistas, com valores variando de 0-100%: 1. Grau de deposição de excretas de bovinos – FEZ; 2. Grau de compactação por pisoteio – PIS; 3. Grau de alteração no fluxo de água natural – FLUXO; 4. Grau de assoreamento dos corpos d’água – ASSO e 5. Grau de alteração da vegetação na borda dos corpos d’água – VEG, utilizando-se a Lógica Fuzzy como sistema de suporte à decisão. Por exemplo, simulando dois cenários extremos, obteve-se um ICA= 7,7724 para uma fazenda que apresenta grau elevado de conservação de seus recursos hídricos e um ICA= 2,3811 para uma com impactos expressivos. Embora com base apenas em simulações teóricas, as variáveis utilizadas mostraram-se promissoras como indicadoras da qualidade dos ambientes aquáticos para fins de avaliação da influência da atividade pecuária nos recursos hídricos da planície pantaneira.

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Como Citar
Calheiros, D., Oliveira, M., Soares, M., Lima, H., & Santos, S. (2013). Definição de indicadores de conservação de corpos de água para avaliação da sustentabilidade de fazendas pantaneiras. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Online), (30), 21-32. Recuperado de http://rbciamb.com.br/index.php/Publicacoes_RBCIAMB/article/view/266
Seção
Artigos