ACUMULAÇÃO DE MICROCISTINAS NO MEXILHÃO DOURADO LIMNOPERNA FORTUNEI E RISCOS PARA A BIOTA AQUÁTICA

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Alessandro Minillo
Maressa Pomaro Casali
William Deodato Isique
Maurício Augusto Leite
Odete Rocha

Resumo

As cianobactérias representam um componente natural da comunidade
fitoplanctônica, mas estão frequentemente associadas com águas
eutrofizadas. Os rios do estado de São Paulo estão em processo contínuo
de eutrofização, o que favorece frequentes florações de cianobactérias,
prejuízos à qualidade da água para o consumo humano e riscos à biota
aquática. O mexilhão dourado (Limnoperna fortunei) é uma espécie exótica
invasora que pode ser vetor na transferência de toxinas de cianobactérias.
O objetivo deste estudo foi avaliar a ocorrência de florações de cianobactérias
no rio São José dos Dourados, suas toxinas produzidas e a possibilidade de
ficotoxinas bioacumularem em Limnoperna fortunei. Foram detectadas,
nas amostras, a dominância de cianobactérias tóxicas e cianotoxinas
(microcistinas). Os resultados indicaram que L. fortunei acumularam
microcistinas. As florações de cianobactérias nas águas do rio estudado
indicaram prejuízo ao ambiente associado à eutrofização e aos riscos da
presença das cianotoxinas à biota aquática.

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Como Citar
Minillo, A., Casali, M., Isique, W., Leite, M., & Rocha, O. (2016). ACUMULAÇÃO DE MICROCISTINAS NO MEXILHÃO DOURADO LIMNOPERNA FORTUNEI E RISCOS PARA A BIOTA AQUÁTICA. Revista Brasileira De Ciências Ambientais (Online), (41), 42-57. https://doi.org/10.5327/Z2176-947820160051
Seção
Artigos